Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004
Ontem estava tão entretido legendando as fotos e fazendo o Report da viagem a Belo Horizonte que quando percebi já havia passado da hora... Nem deu tempo de postar algo por aqui... Apenas atualizei o Fotolog e salvei algumas fotos... Continuo com saudades... É muito bom viajar, reencontrar e conhecer novos(as) amigos(as), mas o vazio da volta chega a ser insuportável... Mas é a vida, a distância é grande mas a amizade é maior ainda... Gostaria de agradecer novamente à todos pela recepção, vocês são pessoas incríveis e os momentos que passamos juntos foram maravilhosos !!! Já disse que nem dá para descrever apenas com palavras !!! E para se divertirem durante o fim de semana nada melhor que...
...Espaço Blah(rgh!!!):
FÁCIL
1. Xuxa! A Sasha fez xixi no chão da sala!
2. O rato roeu a roupa do Rei de Roma e a Rainha com raiva resolveu remendar.
3. Três pratos de trigo para três tigres tristes.
4. O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.
5. Qual é o doce que é mais doce que o doce de bata doce? O doce que é mais doce que o doce de batata doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata doce.
MÉDIO
1. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes, o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
2. O tempo perguntou para o tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu para o tempo que não tem tempo para dizer para o tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.
3. Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!
4. A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar.
DIFÍCIL
1. Num ninho de mafagafos, cinco mafagafinhos há! Quem os desmafagafizá-los, um bom desmafagafizador será.
2. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
3. Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretárita perfeitíssima.
4. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco é ornitorrinco, ornitologista é ornitologista e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
5. Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
Huahuahua...
Tenham um ótimo fim de semana !!!
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
SAUDADES
"Em alguma outra vida devemos ter feito algo de muito grave para termos tanta saudade... Trancar o dedo em uma porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando Mc Donald’s, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."
Miguel Falabella
Bem, na falta de outro texto sobre saudade direcionado à amizade este vem a calhar... Saudade é tudo isso e muito mais... E a parte mais difícil é o vazio que fica dentro do peito quando partimos... Assim que me sinto agora... É o que todos sentimos sempre que retornamos de nossas viagens ou vemos os amigos partirem... Todos os momentos que passamos ao lado dos amigos são maravilhosos !!! Não apenas os deste mais recente encontro, mas todos aqueles já ocorridos até hoje... Gostaria de agradecer mais uma vez àqueles que nos receberam e nos proporcionaram momentos mágicos, inesquecíveis... Todos vocês são supermegahiperultra 1000 !!! Um grande abraço carregado de saudades !!!
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004
ABORRECIMENTOS
"- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - Perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimentos. Exercitar, pois, a virtude é rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores!"
Muitas vezes nos deixamos abalar por aquilo que escutamos dos outros... Ignorância, indiferença, mentiras/calúnias (Citadas no texto...) e também ofensivas, falsos conselhos, raiva, pessoas interesseiras e, principalmente, inveja... Um dos piores pecados capitais, que tornam as pessoas carregadas, expelindo veneno, sentindo prazer em desmerecer nossas qualidades ou conquistas... Não devemos sofrer com isso... São cargas negativas, desperdício de energia solta por essas pessoas... Mas ainda assim podemos tirar proveito e analisar tudo que nos é dito para filtrarmos aquilo que pode ser útil para o nosso crescimento...
Tenham um ótimo feriado de Carnaval !!! (Não trabalho amanhã e só volto na Quarta de Cinzas, hehehe...)
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004
"Uma caravana de camelos atravessava o deserto. Chegou a hora do descanso e o cameleiro preparava-se como habitualmente para prender os camelos às estacas quando verificou que faltava uma estaca. Não sabendo como resolver o problema, perguntou ao mestre da caravana:
- Mestre, falta-me uma estaca para um camelo. Como fazer?
- Não tem problema. Eles estão tão habituados a ficar presos que se tu fingires que o atas com a corda, ele pensará que está preso e nem sequer tentará sair do sítio.
O cameleiro assim fez e o camelo ali ficou toda a noite. No dia seguinte quando se preparavam para partir esse camelo simplesmente recusou-se a sair do sítio, mesmo quando o cameleiro o puxava com toda a força. Sem saber que atitude tomar, dirigiu-se de novo ao mestre contando-lhe o sucedido.
- Homem, respondeu-lhe o mestre. Que fizeste ontem? Não fingiste que o ataste à estaca? Então faz o mesmo hoje. Finge que o desamarras.
O camelo, mal o cameleiro fingiu que o desatava da estaca imaginária, recomeçou a caminhada."
Estamos tão habituados a seguir determinados conceitos que nos acomodamos e perdemos a oportunidade de expandirmos nossas mentes... Muitas vezes deixamos de avançar devido às nossas "estacas mentais"...
Terça-feira, Fevereiro 17, 2004
A Lenda do Monge e do Escorpião
"Monge e discípulos iam por um estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido a dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."
Devemos ser sempre autênticos e agir conforme nossa natureza... Muitas vezes somos compelidos a simular comportamentos diversos apenas com o intuito de demonstrar algo que não somos para impressionar; ou pelo contrário, deixamos de tomar certas atitudes com medo de que possam nos julgar... Precisamos ser fiéis aos nossos princípios, questão de caráter...
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004
A Magia da Comunicação
"Havia um cego que pedia esmola na entrada do Viaduto do Chá, em São Paulo. Todos os dias passava por ele, de manhã e de noite, um publicitário que deixava sempre alguns centavos no chapéu do pedinte. O cego trazia pendurado no pescoço um cartaz com a frase:
CEGO DE NASCIMENTO
UMA ESMOLA POR FAVOR
Certa manhã o publicitário teve uma idéia, virou o letreiro do cego ao contrário e escreveu outra frase. Mais tarde, depois de um dia de trabalho, perguntou ao cego como é que tinha sido seu dia. O cego respondeu, muito contente:
- Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário. Todos que passavam por mim deixavam alguma coisa. Afinal, o que o Sr. escreveu no letreiro ?
O publicitário havia escrito uma frase breve, mas com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem algo para o cego. A frase era:
EM BREVE CHEGARÁ A PRIMAVERA
E EU NÃO PODEREI VÊ-LA"
Na maioria das vezes não importa O QUE dizemos, mas COMO dizemos...
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004
Espaço Blah(rgh!!!):
"Ao conversar com um amigo espanhol muito espirituoso, levantei a seguinte questão:
- Por que computador em espanhol é feminino, ou seja, "computadora"?
Ele me respondeu sabiamente:
- Porque está comprovado que os computadores são do sexo feminino mesmo, fêmeas, sem qualquer sombra de dúvida.
Aí eu pedi que me citasse uma razão, ele me deu várias:
- Assim que se arranja um, aparece outro melhor na esquina;
- Ninguém além do criador é capaz de entender sua lógica interna;
- Mesmo os menores errinhos que você comete são guardados na memória para futura referência;
- A linguagem nativa utilizada na comunicação entre computadores é incompreensível para qualquer outra espécie;
- A mensagem "Bad command or file name" é tão informativa quanto, digamos, "Se você não sabe porque estou com raiva, não sou eu quem vai explicar, não é?!";
- Assim que você opta por um computador, qualquer que seja, logo vai estar gastando tudo que ganha em acessórios para ele;
- O computador processa informações com muita rapidez, mas não pensa;
- O computador do seu amigo é sempre melhor do que o que você tem em casa;
- O computador não faz absolutamente nada sozinho, a não ser que você dê o comando;
- O computador sempre trava na melhor hora...
Mas a sua ausência faz uma falta !!!"
Huahuahua...
Tenham um ótimo fim de semana !!!
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
As Três Peneiras
"Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, apartou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua historia já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, chefe! - diz Olavo, assustado.
- Então - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreso.
- Pois é, Olavo, já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? - diz o chefe, prosseguindo - Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo destas três peneiras: VERDADE, BONDADE e NECESSIDADE, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante."
Não devemos tomar cuidado apenas com o que dizemos ou com a forma de mostrarmos uma verdade, mas também com as informações que nos são passadas, principalmente quando se tratam de pessoas; independente ou não de serem próximas, amigas, familiares, etc... Muitas vezes ficamos sabendo de alguns fatos e nem procuramos verificar a veracidade dos mesmos... Então passamos a julgar determinada pessoa simplesmente pelo que disseram dela, sem mesmo a conhecermos... Não podemos deixar que este tipo de comportamento faça parte do nosso caráter...
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
O Imperador e os Sábios
"Certa vez um imperador sonhou que havia perdido todos os dentes. Acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio - Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade!
- Mas que insolente! - gritou o imperador - Como se atreve a dizer tal coisa?
E chamou os guardas e mandou que lhe dessem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio para interpretar o mesmo sonho. O outro sábio chegou e disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!
A fisionomia do imperador se iluminou e mandou dar cem moedas de ouro para o sábio. Quando este saía do palácio, um súdito perguntou:
- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto ele levou chicotadas e você moedas de ouro!
- Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio - tudo depende da maneira de dizer as coisas... E esse é o grande desafio da humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra. A verdade deve sempre ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como deve ser dita é que faz a diferença. A verdade deve ser comparada com uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta. Mas se a envolvermos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com mais felicidade."
Continuando o assunto de ontem... Devemos ter cuidado com o que dizemos... Principalmente quando se trata da verdade... Cada um interpreta uma mesma verdade de maneiras diferentes... Por isso devemos ter cautela quando conversamos com alguém que gostamos, amigos, familiares, para que não acabemos por feri-los com certas "verdades"... Muitas vezes falamos sem pensar, no impulso, mas por mais que estejamos certos pode não ser o momento ou a forma adequada de abordarmos o assunto...
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
"Em um belo dia de sol o Sr. Mário, um velho caminhoneiro, chega em casa depois de 20 longos anos de trabalho e, todo orgulhoso, chama sua esposa para ver seu lindo caminhão, o primeiro que conseguira comprar após todos aqueles anos de sufoco sendo a partir daquele dia seu próprio patrão. Ao chegar à porta de sua casa, encontra seu filhinho, de 6 anos, martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão. Irado, aos berros, pergunta o que o filho estava fazendo e, sem hesitar, no meio de seu furor, martela impiedosamente as mãos do filho, que se põem a chorar sem entender o que estava acontecendo. A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho, mas pouco pôde fazer. Chorando junto ao filho consegue trazer o marido à realidade e, juntos, o levam ao hospital para fazer um curativo nos machucados provocados. Passadas várias horas de cirurgia, o médico desconsolado, bastante abatido, chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados, mas que de resto o menino era forte e tinha resistido bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo acordar no quarto. Ao acordar, o menino foi só sorrisos e disse ao pai:
- Papai, me desculpe, eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.
O pai enternecido, disse que não tinha mais importância, que já nem estava mais bravo e que não havia estragado a lataria do seu caminhão. Ao que o menino com os olhos radiantes perguntou:
- Quer dizer que não está mais bravo comigo?
- Não - respondeu o pai.
- Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?"
Apesar de forte esta história tem cunho muito real... Na hora do ímpeto costumamos machucar profundamente quem amamos e muitas vezes não podemos mais "sarar" a ferida que deixamos... Não sabem como é importante domarmos as nossas tendências más e impulsivas... Como precisamos ter cuidado com o que vamos oferecer ao outro nos momentos de raiva... Não aconselho ninguém a discutir de "cabeça quente"... Algumas palavras também conseguem deixar feridas bem piores do que atos físicos...
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
"Dois anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família rica. A família era rude e se recusou a deixar os anjos ficarem no quarto de hóspedes da mansão. Em vez disso, foram mandados a dormir num pequeno e frio espaço no porão. Quando estavam fazendo suas camas no chão duro o anjo mais velho viu um buraco na parede e consertou-o. Quando o anjo mais novo viu perguntou o porquê disso e o anjo mais velho respondeu:
- As coisas nem sempre são o que parecem!
Na próxima noite o par de anjos foi descansar na casa de pessoas muito pobres, mas muito hospitaleiras. Depois de dividir o pouco de comida que tinham, o fazendeiro e sua esposa acomodaram os anjos na sua cama onde poderiam ter uma boa noite de descanso. Quando o sol ascendeu na manhã seguinte os anjos encontraram o fazendeiro e sua esposa em lágrimas. Sua única vaca, cujo leite tinha sido a única fonte de renda familiar, deitava morta no campo. O anjo mais novo estava furioso e perguntou:
- Como pôde deixar isto acontecer? O primeiro homem tinha tudo e você o ajudou. A segunda família tinha pouco mas estava disposta a dividir tudo, e você deixou a vaca morrer!
O anjo mais velho respondeu:
- As coisas nem sempre são o que parecem! - E continuou - Quando nós ficamos no porão daquela mansão, vi que tinha ouro escondido naquele buraco na parede. Desde que o dono era totalmente obcecado por dinheiro e incapaz de dividir sua fortuna, tampei o buraco para que ele não achasse o ouro. Então na noite passada quando estávamos a dormir na cama do fazendeiro, o anjo da morte veio por sua esposa. Eu dei a ele a vaca no lugar de sua esposa...
As coisas nem sempre são o que parecem!"
Algumas vezes isto é exatamente o que acontece quando as coisas não se concretizam do jeito que gostaríamos. Nos perguntamos o porquê, ficamos depressivos, mas nunca saberemos os reais motivos... Tudo tem um propósito... Se aconteceu é porque era para acontecer... Devemos sempre nos lembrar que "Quando Deus fecha uma porta pode estar abrindo uma janela."...
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004
Sexta "light" !!! Um belo dia para... Espaço Blah(rgh!!!) !!! Hehehe...
Suicídio Bem Divertido
"Foi encontrado no bolso de um cadáver, quando se preparava para a autópsia, a seguinte carta:
'Ex.mo. Senhor Delegado do Ministério Público: Suicidei-me!... Não culpe ninguém pela minha sorte. Deixei esta vida porque um dia a mais que vivesse acabaria por morrer louco. Eu explico-lhe Senhor Doutor: Tive a desdita de me casar com uma viúva, a qual tinha uma filha; se soubesse disso jamais teria casado. Meu pai para maior desgraça era viúvo e quis a fatalidade que ele se enamorasse e casasse com a filha da minha mulher. Resultou daí que a minha mulher se tornou sogra do meu pai. A minha enteada ficou a ser minha mãe e o meu pai ao mesmo tempo o meu genro. Após algum tempo, minha filha pôs no mundo uma criança que veio a ser meu irmão, porém neto da minha mulher e ainda fiquei sendo avô do meu irmão. Com o decorrer do tempo, a minha mulher pôs também no mundo um menino que como irmão da minha mãe, era cunhado do meu pai e tio do meu filho, passando minha mulher a ser nora da própria filha. Eu, Senhor Delegado, fiquei a ser pai da minha mãe, tornando-se irmão dos meus filhos, a minha mulher ficou a ser minha avó já que é mãe da minha mãe, assim acabei sendo avô de mim mesmo. Portanto, antes que a coisa se complicasse mais resolvi acabar com tudo de uma vez...'"
Muito bem bolado !!! Que situação !!! Huahuahua...
Tenham um ótimo fim de semana !!!
Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004
Um dia aprendemos que...
"Depois de algum tempo aprendemos a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendemos que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começamos a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começamos a aceitar nossas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendemos a construir todas as nossas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo aprendemos que o sol queima se ficarmos expostos por muito tempo. E aprendemos que não importa o quanto nos importemos, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitamos que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai nos ferir de vez em quando e precisamos perdoá-la, por isso. Aprendemos que falar pode aliviar dores emocionais. Descobrimos que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podemos fazer coisas em um instante, das quais nos arrependeremos pelo resto da vida. Aprendemos que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que temos na vida, mas quem temos na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendemos que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebemos que nosso melhor amigo e nós podemos fazer qualquer coisa, ou nada, e termos bons momentos juntos. Descobrimos que as pessoas com quem mais nos importamos na vida nos são tomadas muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendemos que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas somos responsáveis por nós mesmos. Começamos a aprender que não devemos nos comparar com os outros, mas com o melhor que podemos ser. Descobrimos que levamos muito tempo para nos tornar a pessoa que queremos ser, e que o tempo é curto. Aprendemos que não importa onde já chegamos, mas onde estamos indo, mas se não sabemos para onde estamos indo, qualquer lugar serve. Aprendemos que, ou controlamos nossos atos ou eles nos controlarão, e que sermos flexível não significa sermos fracos ou não termos personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprendemos que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprendemos que paciência requer muita prática. Descobrimos que algumas vezes a pessoa que esperamos que nos chute quando caimos, é uma das poucas que nos ajudam a levantar. Aprendemos que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tivemos e o que aprendemos com elas, do que com quantos aniversários celebramos. Aprendemos que há mais dos nossos pais em nós do que supomos. Aprendemos que nunca devemos dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendemos que quando estamos com raiva temos o direito de estar com raiva, mas isso não nos dá o direito de sermos cruel. Descobrimos que só porque alguém não nos ama do jeito que queremos que ame, não significa que esse alguém não nos ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendemos que nem sempre é suficiente sermos perdoado por alguém, algumas vezes temos que aprender a perdoar-nos a nós mesmos. Aprendemos que com a mesma severidade com que julgamos, seremos em algum momento condenado. Aprendemos que não importa em quantos pedaços nosso coração foi partido, o mundo não pára para que o consertemos. Aprendemos que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plantemos nosso jardim e decoremos nossa alma, ao invés de esperarmos que alguém nos traga flores. E aprendemos que realmente podemos suportar... que realmente somos forte, e que podemos ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que temos valor diante da vida! Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
William Shakespeare
Nossa, nem tenho palavras para acrescentar algo !!! Simplesmente soberbo !!!
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
"No primeiro dia na Universidade nosso professor se apresentou e nos pediu que procurássemos conhecer alguém que não conhecíamos ainda. Fiquei de pé e olhei ao meu redor, quando uma mão me tocou suavemente no ombro. Era uma velhinha enrugada cujo sorriso iluminava todo seu ser.
- Oi, gato. meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso te dar um abraço?
Ri e lhe respondi com entusiasmo:
- Claro que pode!
Ela me deu um abraço muito forte.
- Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente? - perguntei.
Rindo, respondeu:
- Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos, e logo aposentar-me e viajar.
- Eu falo sério - lhe disse - quero saber o que a tinha motivado a afrontar esse desafio na sua idade.
- Sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter! - me disse.
Depois da aula, caminhamos ao edifício da associação de estudantes e compartilhamos uma batida de chocolate. Nos fizemos amigos em seguida. Todos os dias durante os três meses seguintes saíamos juntos da classe e falávamos sem parar. Me fascinava escutar a esta "máquina do tempo". Ela compartilhava sua sabedoria e experiência comigo. Durante esse ano, Rose se fez muito popular na Universidade: fazia amizades aonde ia. Gostava de vestir-se bem e se deleitava com a atenção que recebia dos outros estudantes. Desfrutava muito. Ao terminar o semestre convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Não esquecerei nunca o que ela nos ensinou nessa oportunidade. Logo que a apresentaram, subiu ao pódio. Quando começou a pronunciar o discurso que tinha preparado de antemão, cairam no chão os cartões aonde tinha os apontamentos. Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente:
- Desculpem que esteja tão nervosa. Deixei de tomar cerveja pela quaresma e este whisky está me matando! Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem, assim permitam-me simplesmente dizer-lhes o que sei.
Enquanto nós ríamos, ela aclarou a garganta e começou:
- Não deixemos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há só quatro segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer. Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem! Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos e ficam na cama um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e fico na cama por um ano sem fazer nada terei oitenta e oito anos. Todos podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é que amadurecemos encontrando sempre a oportunidade na mudança. Não me arrependo de nada. Nós velhos, geralmente, não nos arrependemos do que fizemos senão do que não fizemos. Os únicos que temem a morte são os que têm remorso.
Terminou seu discurso cantando 'A Rosa'. Nos pediu que estudássemos a letra da canção e a colocássemos em prática em nossa vida diária. Rose terminou seus estudos. Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente enquanto dormia. Mais de dois mil estudantes universitários assistiram às honras fúnebres para render tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou com seu exemplo que nunca é demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode ser."
Este é um bom exemplo de que a idade está em nossas cabeças... Não podemos deixar de envelhecer, mas podemos nos manter jovens por dentro... Isso nos dá forças para lutarmos por todos aqueles ideais que pretendemos alcançar, mas que frases como "não tenho tempo", "quando tudo melhorar", "quando decidir o que vou fazer da vida", etc., acabam adiando os mesmos... Se colocarmos na cabeça que estamos ficando velhos, que já não temos força, que determinadas coisas não são para nós, aí sim, nosso corpo vai responder à velhice cada vez mais rápido... Então se entrou para uma faculdade errada, se pretende melhorar de vida, se tem objetivos que está sempre adiando não se preocupe, temos todo o tempo do mundo para sermos tudo que quisermos, só depende de nós mesmos...
Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
E já que estão em ritmo de volta às aulas...
PROVA DE FÍSICA
"Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma 'conspiração do sistema' contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega li a questão da prova que dizia:
'Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro.'
A resposta do estudante foi a seguinte:
'Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.'
Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de Física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte ele escreveu esta resposta:
'Vá ao alto do edifício, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício.'
Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo. Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.
- Ah!, sim - disse ele - há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro.
Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações:
- Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício.
- Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se a altura do edifício em unidades barométricas.
- Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença.
- Finalmente - concluiu - se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer; diz-se: 'Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.'
A esta altura perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta 'esperada' para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa."
"Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto" - Albert Einstein
Muitos professores passam por nossas vidas, mas poucos são tão importantes quanto aqueles que nos ensinam a raciocinar, a expandir nossas mentes e nos preparam não apenas para uma prova, mas para toda a vida... Precisamos desenvolver nossas capacidades intelectuais, nossas inteligências emocionais e não decorarmos fórmulas que provavelmente nem venhamos a utilizar em um futuro próximo... Entendamos o porquê, analisemos, questionemos, expressemos nossas idéias e façamos dessa etapa uma forma de descobrirmos nossas aptidões profissionais...
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004
"Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade. Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua e embora ele não pudesse escutar a musica, ele podia ver e descrever tudo. Dias e semanas passaram-se assim. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono a noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto. Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava para ver um muro branco? A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas historias."
Todos nós sabemos como é complicado superar as fases mais difíceis pelas quais passamos. Há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente da nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que tem e que o dinheiro não pode comprar. Hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.
"Se não puder ser uma floresta, seja relva; e dê alegria àqueles que passam por seu caminho..."